6 Novembro, 2008
Numa breve visita a este blogue, vim a descobrir pelos dois últimos comentários que existe uma tal carta da Fanfarra da Alameda que foi distribuída nas caixas do correio dos moradores. Assim, lá fui vasculhar, tendo descoberto a referida carta no meio do entulho da publicidade não endereçada, local que vim a verificar ser o mais adequado para a arquivar. Desta forma, jaz a referida carta entre dois jornais “Dicas” e um folheto do Professor Mamadu, com prejuízo para os últimos.
A carta, com cabeçalho e timbre da Fanfarra, traz aposta assinatura ilegível do que presumimos ser alguém dessa “organização”. A escrita, algo rebuscada, não me parece mais eficaz na consecução dos seus objectivos, nem sequer do que me parece ser o principal de entre estes, o da intimidação encapotada e disfarçada por uma pretensa imagem de “bons meninos”, apanhados com a mão nas bolachas e afirmando a todo o custo “não fui eu!”, ou como os outros que fazem as maiores barbaridades por “ouvirem vozes”.
A luta da nossa parte é sobretudo ambiental. É pois, com algum pesar, que verificamos que a Fanfarra, em vez de arranjar um veículo informativo capaz – como os jornais, um blogue deles próprios, enfim, qualquer coisa que não polua e conspurque as caixas de correio dos moradores – , resolve gastar o nosso dinheiro – o dos que para ela contribuem nos peditórios e o dos contribuintes que pagam a sua discutível existência – na contratação de um aprendiz de amanuense. Mas mais não seria de esperar.
Pois informa-nos o senhor da assinatura ilegível que a Fanfarra «tem sido alvo de ataques de alguns moradores por alegadamente criar situações de incómodo devido ao ruído produzido». Existem, desde logo, inexactidões fruto de uma qualquer miopia:
- Não existe qualquer ataque. Existe, isso sim, uma luta por direitos elementares de cidadania, algo que não vou perder tempo a explicar.
- Essa luta nao é de alguns moradores. Contêmo-los, pois, e verificaremos serem os assinantes da petição a maioria dos moradores, em número de 68 almas. E mais seriam, se atempada fosse a colecta, conforme veremos nos comentários que abaixo reproduzo.
- As situações de incómodo não são alegadas. São factuais. Não fosse isso e não existiria petição.
Falam-nos de qualquer coisa relativa à legítima exposição às entidades públicas e ao ilegítimo e camuflado insulto através de um blogue, pondo em causa pessoas de forma gratuita. Também aqui se verificam algumas coisinhas dignas de apontamento – e não, não falo das deficiências gramaticais. Issso fica para depois.
- A legítima exposição às entidades públicas existe desde há muito, pelo meio de chamadas telefónicas, cartas, inserções em sites oficiais e, finalmente, por via de uma petição e de um blogue.
- Não existe insulto. E o que se escreve não é camuflado. Quem está camuflado – embora seja um adjectivo de utilização duvidosa – é o autor do blogue e os moradores que nele comentam. Por motivos óbvios. De resto, quanto ao insulto e a ataques, bastará dar uma volta pelas caixas de comentários para verificar de forma muito rápida quem ataca quem e quem insulta quem.
- A vossa reunião com a Junta de Freguesia peca por tardia. Mas, como diria o outro, “mais vale tarde do que nunca”.
- Por fim, quanto à intervenção da PJ em relação a este blogue, pois bem, acho correcto que lhes peçam auxílio. Resta saber, no entanto, em que quadro legal pode a PJ actuar. Mas é bonito saber que as palavras escritas causam mais mossa que um karaoke mal amanhado. Soubessem as pessoas da Fanfarra escrever, e não seria necessário nada disto, nem a contratação de um aprendiz de amanuense.
- O resto é o habitual blá-blá do bébe chorão. Nada de novo: “somos muito boas pessoas, estamos aqui há muitos anos, não queremos incomodar ninguém, apelamos à compreensão”, etc.
- É pena que tudo isso seja dito apenas depois de uma petição, de um blogue, de uma presença de um jornal diário, de diversas intervenções das autoridades e, sobretudo, após anos de sofrimento com o ambiente causado pela vossa presença. Diria o radialista ao Tibi que não adianta chorar. Nós dizêmo-lo a vocês.
Por isso, meus caros, congratulamo-nos, para já, de vos ver tão silenciosos. Para já. Que assim continueis.
Mas não quero monopolizar este “blogue cobarde” que tanta aflição vos provoca, pelo que passo a reproduzir os comentários deixados no post anterior, da autoria de mais dois “cobardes” moradores desta área:
Cumprimentos
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26 Outubro, 2008
A polícia tem estado aparentemente activa para os lados da fanfarra. Foi inclusivamente possível assistirmos a uma intervenção de um pelotão descaracterizado, de “shotgun” em punho, na passada noite de sexta-feira. Fica por saber de quem se tratava – PSP,PJ, ASAE… – e quais os seus objectivos.
Importa, no entanto, chamar a atenção para alguns factores que considero poderem gorar este tipo de actividades.
Lamentavelmente, apenas se conseguiu chamar a atenção para o que se passa por estas bandas, graças à petição assinada pela quase totalidade dos moradores da zona, e pela visibilidade dada ao assunto pela comunicação social e, mais modestamente, por este blogue.
Após o início destas actividades, verificaram-se várias fases no comportamento das pessoas frequentadoras do antro. Primeiramente optaram por passar por este espaço, deixando atoardas e ameaças, passando depois ao silêncio, indubitavelmente estratégico.
E, a par deste silêncio, a atitude a que presentemente se assiste: a de um falso acatamento da razão de quem os não quer por aqui, mediante a imagem de “bem comportadinhos”.
Será claramente difícil a quem quer que por aqui passe por estes tempos compreender o que move as nossas reivindicações. Será também extremamente difícil às autoridades conseguirem apanhar alguém em flagrante delito de posse de droga, armas ou o que quer que seja, já que “o gato está escladado” e, assim, não irá decerto pôr-se debaixo de água fria.
De qualquer forma, urge pensar que, nem assim, a presença desta fanfarra é coisa racional. Bastará para tal olhar o atentado arquitectónico e ambiental que esta representa, ver o muito recentemente inaugurado parque infantil já parcialmente desmantelado, reparar com atenção a forma como se apropriam de um espaço que, em vez de público, se torna deles, tal o perigo que representa a sua frequentação por outrém que não do “clube”.
Mas importa sobretudo pensar o que potencia a presença de uma coisa destas num espaço que poderia ser mesmo agradável. Importa saber porque é que existe uma aparente necessidade de um refúgio para livre consumo de drogas e álcool, coisas que sabemos levar a casos extremos, como o da tragédia que recentemente se abateu sobre um dos memebros dessa associação. Importa, de resto, saber porque está uma população inteira completamente abandonada e “fora do mapa”, a não ser nas inaugurações, já que nem para camapanhas eleitorais servem, dado o escasso número de habitantes.
Passem por cá num Domingo e vejam os velhos sem mais para onde ir, as crianças sem terem onde brincar. Vejam os três únicos contentores de lixo repletos por dentro e por fora, e o cheiro nauseabundo que de lá vem. Vejam, por fim, o exército de desocupados, sem ter para onde ir, ocupa um espaço que poderia ser aproveitado para simplesmente infernizar a vida dos que cá tentam, a custo, viver.
Tudo isto graças à passividade da autarquia e junta de freguesia, que continuam a fazer orelhas surdas a tudo o que não se enquadre naas suas “grandes poções do plano”.
Até um dia.
Porque, sinceramente, estamos fartos.
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26 Outubro, 2008
por Morador Travessa
Como moradora da Travessa Conde Silva Monteiro, tenho seguido com interesse a pouca vergonha que a actual “direcção” da Fanfarra, tem provocado, a pretexto das sessões de karaoke. Apesar do ruído chegar a minha casa com menos intensidade, imagino o que têm suportado aqueles que moram mais perto. Não assinei o abaixo-assinado, mas, tê-lo-ia feito se tivesse tido conhecimento da sua existência atempadamente. Fiquei mais elucidada sobre a situação quando li o artigo publicado no Jornal de Noticias de 7/10/2008. Então sr. “presidente”, o que se passa é tudo mentira? Têm muito cuidado com a música? Que não era homem já eu me tinha apercebido, mas, prepotente, aldrabão e mentiroso são termos que lhe assentam também perfeitamente. Tinha mostrado alguma dignidade se assumisse o que faz e pedisse desculpa aos moradores. Mas isso é “areia a mais para a sua camioneta”.
Os fins-de-semana têm sido mais calmos, mas, nós moradores também não iremos tolerar o chamado karaoke de gritos e guinchos aos domingos de tarde. Iremos com certeza, começar por alertar as autoridades competentes para esta situação.
Não me identifico por razões óbvias.
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7 Outubro, 2008
Outra coisa que nos provoca muito contentamento é o facto de o caso estar já nas bancas dos jornais, pelas mão de Manuel Vitorino, jornalista do Jornal de Notícias, que tomou nas mãos a carta da petição e a sua apresentação na Assembleia Municipal, resolvendo fazer reportagem no local.
É bonito constatar que a reportagem tenha resultado em meia página, com fotografia do antro a atestar um dos atentados que esta fanfarra faz ao ambiente, desde logo à arquitectura do lugar.
Fica o texto publicado na Internet (nesta altura com 669 leituras e 15 impressões do artigo) e que consta na edição impressa desta data, na página 26:
Vizinhos não pregam olho com “karaoke” da fanfarra
Abaixo-assinado já foi entregue à Câmara, Junta e MAI
MANUEL VITORINO
As noites de “karaoke” estão a causar protestos aos moradores da Alameda de S. João, em Oliveira do Douro. “É uma berraria”, dizem. Como a lei do ruído “não está a ser cumprida”, a Junta irá, esta quarta-feira, debater o problema.
A “sinfonia desconcertante” acontece todos os fins-de-semana no Largo da Alameda de S. João, nas traseiras do Parque da Lavandeira, em Oliveira do Douro, Gaia. Diz quem lá vive que as “festas” estão a tirar o sono e a provocar intranquilidade. “É uma pouca-vergonha. Tenho o marido doente e os responsáveis das festas não guardam respeito por ninguém. Se pedimos para baixar o ruído, insultam-nos”, alegou uma idosa, que evita dar a cara “para evitar represálias dos senhores da Associação Cultural e Recreativa Fanfarra da Alameda de S. João”.
As conversas junto ao pulmão verde de Gaia estão em sintonia: “A PSP já cá veio várias vezes, mas depois de pedir a licença alegam não poder fazer nada. E os moradores não têm o direito ao silêncio, à tranquilidade, ao bem-estar?”, pergunta, em jeito de revolta, um dos subscritores do abaixo-assinado já entregue à Câmara de Gaia, Junta de Freguesia de Oliveira do Douro e Ministério da Administração Interna. No documento, afirma-se que a música dura até de madrugada e, como tal, não permite o descanso de quem aqui ali vive e trabalha. “As festas são acompanhadas por música ininterrupta, karaoke e altos berros transmitidos por um potente sistema de som que, por vezes, faz estremecer as janelas das habitações mais próximas”.
A pauta dos protestos teve, porém, outra leitura por parte da associação: “É tudo mentira. O abaixo-assinado não tem razão de existir. Estão a dar má-fama à colectividade. Não sei por que estão a fazer isso”, disse, ao JN, Paulo Gonçalves, presidente da direcção da Associação Cultural e Recreativa Fanfarra da Alameda de S. João.
Quanto ao barulho causado pelas “festas” em noites de fim-de-semana, Paulo Gonçalves insistiu que o som debitado pela aparelhagem “não prejudica os moradores. A PSP já foi várias vezes à nossa sede e não encontrou nada de especial”, diz, numa alusão ao facto de alguns residentes insinuarem a existência de “cenas pouco dignas” provocadas pelo excesso de álcool. “Nas noites de karaoke não há misturas, nem droga nem sexo. A gente tem muito cuidado com a música “, concluiu.
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7 Outubro, 2008
As coisas que nos fazem felizes são simples e relacionam-se, na sua maioria, com aquelas pequeníssimas questões que nos colocamos diariamente acerca de uma ou outra atitude que tomamos, se o efeito cumpre o objectivo da causa, enfim, fazermos o balanço e vermos que o dia foi um bom dia, mais uma batalha ganha.
Estes dias, se não inteiramente felizes, têm tido um acréscimo significativo dessas pequenas particularidades que nos contentam – se bem que gente como nós, habituada à adversidade, se contente com pouco, o que não é, de forma alguma, coisa saudável.
Pessoalmente noto com muita satisfação o “low profile” que a fanfarra tem adoptado estes últimos tempos, sem sombra de dúvidas fruto da visibilidade que esta luta tem adquirido. Sabemos, no entanto, ser esta situação passageira e que, mal as águas amainem, as coisas hão-de voltar ao que eram. Mas já é bom poder dormir e estar em casa às Sextas e Sábados, jantar em sossego e, real mordomia, podermos dormir às horas que quisermos. Não obstante, tivemos que apanhar com eles no Domingo à tarde, altura em que puderam experimentar todo o potencial do amplificador, numa atitude indubitavelmente provocadora mas á qual estamos habituados e que já não se reflecte de outra forma a não ser naquele mau estar provocado pelo súbito aumento da velocidade dos batimentos cardíacos e na obrigatoriedade – para aqueles que o podem – de pegar no carro e abalar para paragens mais civilizadas.
Depois, agrada-me contatar que a petição não caiu em saco roto e que foi entregue à vereação responsável que, confiamos, irá tomar as devidas providências.
Nada mau… para começar.
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3 Outubro, 2008
Desta vez publicamos o comentário do “Lameiro” que se apresenta como mais uma boa oportunidade de reflexão, já que aqui o vosso estimado escriba acaba por ocupar o tempo a fazer as funções de anfitrião deste humilde (suspiro) espaço. Leiam então:
Lameiro Diz:
3 Outubro, 2008
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30 Setembro, 2008
Gratos pela visita do “Outsider”, que nos chamou a atenção para a paupérrima qualidade a que este blogue está a ceder, publico o seu comentário, juntamente com a minha resposta, integralmente:
Posted 30 Setembro, 2008 at
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Olá
Queria deixar claro que não sou um dos moradores lesados e por outro lado, faço parte integrante e activa do movimento associativo. Estou, desta forma, capaz de emitir um comentário imparcial. Decidi participar porque o que revelam os comentários apresentados até à data, independentemente da forma objectiva, letrada, com maior ou menor capacidade intelectual, passam por uma atitude irónica e um pouco agressiva que em nada concorrem na resolução do problema. Não é minha intenção emitir juízos de valor quanto às motivações de cada parte e o que está na génese para a criação deste blog. Perdoem-me os que discordam da minha opinião, mas o movimento associativo e a fanfarra neste caso, tem um papel importante na divulgação do nome da nossa freguesia e são um factor de animação e transmissão cultural. Por outro lado, este nobre contributo social não pode ser relegado para segundo plano quando uma actividade lúdica revela alguma falta de bom senso e um saber estar em sociedade desajustado. Concordo com actividades que promovam união dos grupos, angariação de fundos e que promovam a alegria nas nossas “difíceis” vidas. Mas sinceramente, desculpem fanfarristas, não posso concordar. Por mais benefícios que nos possam trazer, não estão a ir ao encontro do bem comum e quando comprometem o direito ao descanso, estão a patentear um egoísmo que não devem querer associado à instituição que representam e em última análise, não é um valor a transmitir aos vossos filhos que vos acompanham. Queria também deixar uma palavra para o mentor deste blog, uma vez que está a tratar com pessoas, seja na medida do possível compreensivo e que a capacidade revelada na excelente divulgação deste “episódio” menos feliz, possa futuramente cooperar na promoção da nossa freguesia, das suas gentes e porque não das suas associações.
Posted 30 Setembro, 2008 at
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@Outsider:
Bem vindo.
Começo por lhe agradecer a participação construtiva, coisa que já fazia falta.
Sou obrigado a concordar consigo quando aponta a qualidade a que este blogue chegou, quase a bater no fundo. Mas devo confessar que não era esse o objectivo da constituição deste meio.
Lamentavelmente tenho o péssimo feitio de, por uma questão de educação, responder aos comentários que por aqui são colocados.
Esses comentários são, na sua grande maioria, jocosos, como diz. Mas são-no muito mais da minha parte, conforme há-de ter reparado.
Tal circunstância deriva do facto de ser essa a minha forma de lidar com as ameaças veladas – algumas mais declaradas qualquer coisinha – sem reponder na mesma linguagem, sendo certo que talvez venha também deste meu feitio que me permite conseguir dar uma gargalhada no meio da adversidade.
Formas de estar, portanto.
Em relação à causa que nos move, esta apenas se justifica pelo ruído que a dita fanfarra faz, a par do ambiente de degradação que promove.
Se é da área ou a conhece minimamente, especialmente durante a noite, estará decerto consciente das consequências nefastas proporcionadas pela existência desta colectividade.
E se não o é, aceito que possa considerar exageradas algumas situações descritas. Mas nada como ver as coisas no local – embora, desde que este blogue foi posto em marcha e a petição entregue às instãncias devidas, a fanfarra tenha optado pelo “low profile”, sabendo que as pessoas e instituições estão de olho na colectividade.
Convém também esclarecer a minha opinião acerca das colectividades e agremiações deste género. Não tenho nada contra a sua existência, desde que esta cumpra os mais básicos preceitos da convivência em sociedade.
A colectividade em causa tem um terreno cedido pela Junta de Freguesia num outro local, mais adequado. Simplesmente não sai porque, no seu entender, o local que ocupa pertence-lhe, o que não corresponde, de forma alguma, à realidade.
Fala-se da exigência de contrapartidas em dinheiro, coisa que não cabe na cabeça de ninguém, a não ser compreendendo as motivações de quem explora a dita fanfarra, o seu bar e donativos, etc., pessoa que, por sinal, já apareceu neste blogue e que nunca se dignou comentar esta situação, optando pelo mais fácil escárnio e ameaça.
Assim, e apesar de duvidar da qualidade da representação da nossa freguesia pela fanfarra da alameda – só ouvindo! – concedo que a sua existência deve ser mantida. Mas noutro local.
Espero tê-lo esclarecido acerca destes pequenos embróglios. Irei publicar a sua e a minha reacção em post separado.
Muito grato,
volte sempre.
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28 Setembro, 2008
e com esta treta já ultrapassamos as 1.000 visitas!
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28 Setembro, 2008
Caro Mk, muito grato pelo apoio a este blogue e à nossa luta!
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28 Setembro, 2008
Comentário de Scolfield em “Abaixo-Assinado“
Exmºs (as) e Srs(as) da fanfarra:
Ainda não perceberam que nós, moradores, não pretendemos “atacar” as pessoas dessa tão responsável e irrepreensível instituição de inutilidade pública mas só pretendemos pôr fim às atitudes e comportamentos que nos impedem de estar nas nossas casas descansados?
Já que trabalham por amor à camisola, façam-no sem prejudicar os moradores, sem ruído, sem provocações e sem ameaças, mais ou menos camufladas.
O Homem não tem mais ou menos valor, por ser rico, pobre, gordo, magro, louro ou moreno mas, pelos comportamentos que tem, pela sua educação e respeito pelos direitos dos outros. A vossa liberdade de fazer ruído com o famigerado karaoke termina quando colide com o direito que as outras pessoas têm ao silêncio e descanso. É um direito consagrado na Constituição Portuguesa. Não será por esta razão que a polícia vos tem visitado com tanta frequência? No dia 25/9, a fazer fé no que me disseram, esse local foi visitado por um grupo de intervenção da PSP com 10 elementos. Mais uma injustiça para com os fanfarristas!
Já que só querem divertir-se e não se metem com ninguém, porque não perguntam aos moradores se não são incomodados, prejudicados e sem direito ao descanso nos fins-de-semana? Podem começar pela Lavandeira, R. C. S. Monteiro, Lameiro, não esquecendo as transversais. Depois de obtidos os resultados, já podem dizer que não incomodam ninguém, excepto aí umas… 200 pessoas.
Não há raiva, ódio ou ameaças, apenas defendemos os nossos direitos.
E para terminar quero acrescentar que os dinheirinhos e subsídios que conseguem angariar vão direitinhos para os bolsos de alguns. Aos que nada recebem não é difícil adivinharem para quem. Conhecemos o historial da dita associação de “utilidade” pública desde a sua fundação. É que o dinheiro dos subsídios resulta dos nossos impostos e descontos.
Ontem não tiveram a visita da PSP, nenhum morador os chamou. Estão de parabéns, portaram-se bem. Não queremos pensar que estão à espera que a poeira assente.
Até lá…
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28 Setembro, 2008
Pois é, não houve karaoke esta semana. Porque será? Estranho é os dignos representantes da fanfarra neste blogue ainda não terem dito nada acerca do assunto. Nem sobre isso, nem sobre o resultado da rusga policial ao antro…
Mas foi bom conseguir estar em casa, apesar de termos que aturar a deprimente tentativa de produção musical coreografada de sexta-feira.
Foi bem melhor. O que só prova que a Fanfarra é, na realidade, completamente indesejável por aqui. Soubessem eles ler nas entrelinhas (ou ler, simplesmente…) e punham-se a andar daqui para o recinto que a Junta de Freguesia lhes arranjou – e que recusam exigindo ser compensados! Sim senhor, eles mandam!
Mas não há mal que sempre dure. E um dia eles irão embora. Irão, sim senhor.
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26 Setembro, 2008
fujam de casa!
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26 Setembro, 2008
Como podem ver, as coisas aqueceram de repente. E não foi só no número de visitas. Aparentemente, o discurso tende também a aquecer, e o verniz a estalar com o calor. Dêem uma volta pelas caixas de comentários e vejam o que por lá se passa.

Creio que a esta agressividade nas reacções – já não faltam os esperados “hei-de saber quem és” e “não esperas pela demora” – não será estranho o facto de, em apenas uma semana, a polícia ter intervindo duas vezes no recinto.
No Sábado, tendo encerrado as festividades à 01:38 após um quid pro quo entre karaokers e os agentes destacados para o local, e ontem, dia em que aconteceu uma visita à dita fanfarra. Infelizmente, as coisas são lentas a pôr-se em prática. E há tempo para tudo…
Agora, alertados, vão parar com muita coisa, até que a espuma assente. Mas nós continuaremos alerta e a alertar, sem ameaças, sem incomodar “as famílias”. Pacificamente e com paciência.
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25 Setembro, 2008
Podem conhecê-la e conversar com ela AQUI, AQUI e AQUI, nas respectivas caixas de comentários. Ao que parece, a fanfarra tem quem saiba escrever… relativamente falando, claro.
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20 Setembro, 2008
O título acima foi o que me recebeu à chegada de um dia de trabalho quando, já noite, abri a porta da garagem e fui à caixa do correio. Nada melhor para finalizar a jornada que, iniciada às seis da manhã, terminava agora, por volta da meia noite e meia. No folheto dizia que a cerimónia começa às 10:30. No blogue do Presidente da Junta aparecem as 10:00. Mas uma correção diz-nos que afinal é às 11:00.
Isto é recorrente por estas bandas. Também acerca da Fanfarra nos diziam que iria saír daqui, já há um ano. Ainda cá está, após um adiamento. Agora, já nem sequer se sabe se sairá.
E após um dia de mais de 18 horas de trabalho, terei o prazer de ficar a ouvir os encantos do karaoke até às tantas da manhã. Amanhã, Sábado, haverá nova sessão. Com sorte, Domingo à tarde teremos outra… e por aí fora.
MAIS NOVIDADES
Há colaborador novo no blogue e começa bem:
Se forem à Fanfarra neste momento, poderão verificar que entre os alcoolizados e restantes entorpecidos, entre as senhoras e as crianças que cedo se habituam às lides da pobreza, não estão moradores.
Curioso, não é? Mas é normal. Ou parece que. Talvez coisas como esta expliquem algo do “sistema”.
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19 Setembro, 2008
Exmo. Senhor Ministro da Administração Interna
Exmo. Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
Exmo. Presidente da Assembleia de Freguesia de Oliveira do Douro
Exmo. Presidente da Junta da Freguesia de Oliveira do Douro
Um grupo de moradores da Rua Conde Silva Monteiro, Rua do Coteiro e Travessa Conde Silva Monteiro e Rua do Lameiro, vem por este meio solicitar a V. Exªs que seja posto fim ao seguinte problema:
ler mais AQUI
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9 Setembro, 2008
Estamos abertos a contribuições.
Leia a petição enviada em 12 de Setembro ou envie e-mail com texto a publicar ou solicitação de convite para participar neste blogue para:
sao.joao.alameda@gmail.com
Nós agradecemos.
Para estar permanentemente actualizado em relação a Gaia e Olveira do Douro, experimente fazer uma busca no Google…
… e surpreenda-se com a visibilidade deste blogue. Caso para dizer que a verdade vem sempre ao de cima!
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9 Setembro, 2008
Porque o tempo ou a vontade, ou as duas coisas não permitiram o prometido artigo onde se explicaria tudo desde o início, fiocu o blogue às escuras.
Mas há notícias, e das boas:
CIRCULA NESTE MOMENTO UM ABAIXO ASSINADO PELOS MORADORES DA ÁREA PARA ENTREGAR AOS DIVERSOS DESTINATÁRIOS QUE PODERÃO TOMAR O ASSUNTO ENTRE MÃOS. SÃO JÁ DEZENAS DE ASSINATURAS. IRÃO SER ENTREGUES AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA, AO PRESIDENTE DA CÂMARA DE GAIA, AO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE OLIVEIRA DO DOURO, ENTRE OUTROS.
COLABORE: ASSINE A PETIÇÃO E ENVIE O SEU TEXTO PARA PUBLICAÇÃO NESTE BLOGUE PARA SÃO.JOAO.ALAMEDA@GMAIL.COM OU COMENTE OS ARTIGOS.
Mal o abaixo assinado esteja pronto, daremos conta dos números e reproduziremos o texto.
Até lá, um abraço a todos.
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30 Agosto, 2008
Aparentemente acabou o karaoke. Segundo a Polícia, a Fanfarra da Alameda “só” tem licença da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia até às 02:00 horas. Hoje cumpriram.
Já se juntam cá fora, no parque infantil, as criancinhas barulhentas aos gritos e insultos, acompanhados pelos pais de garrafa de cerveja na mão, e pela juventude da Fanfarra, que se atarefa a enrolar charros. A viela ao lado enche-se de urina.
Com sorte, tudo acabará daqui a algumas duas horas.
Vou tentar dormir, amanhã (hoje) tentarei explicar melhor tudo isto, as origens e as consequências, as responsabilidades e o resto.
Até lá.
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30 Agosto, 2008
Escutam-se os primeiros acordes do “The Final Countdown”, êxito de duvidosa qualidade protagonizado pelos não menos duvidosos Europe. A maralha grita em uníssono. O Mestre de Cerimónias do karaoke da Fanfarra da Alameda de São João declara:
«Ninguém dorme, caralho! Puta que pariu!»
Penso num filme de Etore Scola a meias com Felinni. Não consigo deixar de ver alguma beleza no assunto. Nada mais me resta que a alucinação.
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30 Agosto, 2008
No momento em que inicio este post são 01:25 horas da madrugada de Domingo. A escrita é necessariamente lenta, após um dia de trabalho, melhor, após uma semana de trabalho. No momento em que inicio este post, tenho as janelas interiores e as duplas fechadas, embora esteja calor e, apesar de me apetecer ir para a cama, tal seria vão, pois, no momento em que inicio este post, às 01:25 horas da madrugada de Domingo e com as janelas fechadas apesar do calor e com a vontade de dormir que tenho, não consigo escutar-me a mim próprio por causa do ruído proveniente de um antro situado na Alameda de São João, que debita, desde há dois meses a esta parte, o som amplificado do karaoke feito ao ar livre e que, a fazer fé nas semanas passadas, há-de acabar lá para as três e meia da manhã,altura em que se passará apenas a escutar os atritos e desatinos entre bêbedos que, com sorte e a fiar no sucedido na semana passada, poderá ser que findem lá para as cinco, após a presença do INEM no local.
Também posso dizer que, no momento em que inicio este post, estamos no século XXI, num país cujo Estado é de Direito, cuja democracia, que considero avançada, determina na Constituição o direito à Liberdade.
Pois Liberdade é coisa que já não há faz muito tempo, pelo menos por estas bandas.
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4 Novembro, 2008Este domingo encontrei na minha caixa do correio uma carta da parte da fanfarra, dirigida aos moradores do Lameiro/Alameda de S. João. Acho que deveria ser extensiva aos moradores da R. Conde Silva Monteiro, Trav. Conde Silva Monteiro, R. do Coteiro, Trav. Do Coteiro, Lavandeira e até Trav. Colégio do Sardão.
Em vez de “ataque de alguns moradores”, estaria mais correcto, defesa dos direitos dos moradores. No abaixo-assinado foram 68, número que poderia ser muito maior se a recolha de assinaturas circulasse durante mais tempo. Se algumas pessoas se empenharam mais nesta luta pelos seus direitos, tiveram e têm por trás o apoio de praticamente todos os residentes. Se tiverem dúvidas façam o que já vos foi sugerido num comentário deste blog; comecem por perguntar a esses “alguns” moradores e verificam que são todos. Mas sobre este assunto não têm dúvida que assim é.
Quanto às “alegadas situações de incómodo criadas,” bem, só podem estar a gozar connosco. Durante os meses de Julho, Agosto e Setembro, o ruído foi de tal ordem que representou um atentado à saúde pública. Todos os fins-de-semana a Polícia presenciou esta situação e pode até testemunha-lo. O Senhor Presidente da Junta foi mesmo convidado a passar pelo local e verificar a potência do barulho, isto mesmo depois das duas da manhã.
4 Novembro, 2008A carta que me apareceu na caixa do correio este fim-de-semana, em nome da fanfarra e assinada pelo presidente da dita, foi com certeza escrita por alguém que nunca passou nas imediações da Alameda durante uma sessão de “kakaoke” e, portanto não sofreu na pele a tortura a que os moradores foram sujeitos nos últimos meses.
O Regulamento Municipal sobre o ruído, publicado neste blog, é bem explícito sobre os níveis de ruído permitidos por lei, durante a semana e fins-de-semana. E podem os fanfarristas estar descansados que se respeitarem minimamente os níveis de ruído definidos pela lei, nenhum morador terá razão para se queixar. Toleramos e às vezes até apreciamos os ensaios normais da fanfarra que têm uma duração limitada, ainda que fora de horas.
Quanto aos “anónimos ataques” são verdades que reflectem a opinião e convicção generalizada dos moradores, embora nem sempre seja fácil provar o que é afirmado.
O anonimato não é sinónimo de cobardia, mas medo de represálias por parte de alguns elementos da associação fanfarrista que não conhecem as regras mais básicas da boa educação, o limite dos seus direitos e que de uma maneira dissimulada provocam e insultam quem não está de acordo com eles. Portanto o anonimato não é cobardia, já que as represálias são reais, e gato escaldado…
Quanto ao bom nome das pessoas, este tem de reflectir, educação, saber viver em sociedade e respeito pelos direitos dos outros, atributos que a direcção da fanfarra mostrou não possuir. Com certeza a Polícia Judiciária terá muito mais que investigar se começar as investigações por alguns elementos da fanfarra.
Portanto sr. presidente da fanfarra, compreensão dos moradores, tê-la-ão desde que cumpram as vossas obrigações, nomeadamente no que ao Regulamento Municipal sobre o Ruído diz respeito.
Quero acrescentar que tenho na família pessoas que contribuíram monetariamente para a fundação da fanfarra e que agora eu também contribuirei da mesma forma para que ela saia daqui, já que, e só porque o vosso comportamento não nos permite viver com a qualidade de vida a que temos direito.
Termino dizendo que por razões mais que óbvias não me identifico mas, assinei o abaixo-assinado.
Espero não ter razões para escrever mais neste blog.