Gratos pela visita do “Outsider”, que nos chamou a atenção para a paupérrima qualidade a que este blogue está a ceder, publico o seu comentário, juntamente com a minha resposta, integralmente:
Olá
Queria deixar claro que não sou um dos moradores lesados e por outro lado, faço parte integrante e activa do movimento associativo. Estou, desta forma, capaz de emitir um comentário imparcial. Decidi participar porque o que revelam os comentários apresentados até à data, independentemente da forma objectiva, letrada, com maior ou menor capacidade intelectual, passam por uma atitude irónica e um pouco agressiva que em nada concorrem na resolução do problema. Não é minha intenção emitir juízos de valor quanto às motivações de cada parte e o que está na génese para a criação deste blog. Perdoem-me os que discordam da minha opinião, mas o movimento associativo e a fanfarra neste caso, tem um papel importante na divulgação do nome da nossa freguesia e são um factor de animação e transmissão cultural. Por outro lado, este nobre contributo social não pode ser relegado para segundo plano quando uma actividade lúdica revela alguma falta de bom senso e um saber estar em sociedade desajustado. Concordo com actividades que promovam união dos grupos, angariação de fundos e que promovam a alegria nas nossas “difíceis” vidas. Mas sinceramente, desculpem fanfarristas, não posso concordar. Por mais benefícios que nos possam trazer, não estão a ir ao encontro do bem comum e quando comprometem o direito ao descanso, estão a patentear um egoísmo que não devem querer associado à instituição que representam e em última análise, não é um valor a transmitir aos vossos filhos que vos acompanham. Queria também deixar uma palavra para o mentor deste blog, uma vez que está a tratar com pessoas, seja na medida do possível compreensivo e que a capacidade revelada na excelente divulgação deste “episódio” menos feliz, possa futuramente cooperar na promoção da nossa freguesia, das suas gentes e porque não das suas associações.
@Outsider:
Bem vindo.
Começo por lhe agradecer a participação construtiva, coisa que já fazia falta.
Sou obrigado a concordar consigo quando aponta a qualidade a que este blogue chegou, quase a bater no fundo. Mas devo confessar que não era esse o objectivo da constituição deste meio.
Lamentavelmente tenho o péssimo feitio de, por uma questão de educação, responder aos comentários que por aqui são colocados.
Esses comentários são, na sua grande maioria, jocosos, como diz. Mas são-no muito mais da minha parte, conforme há-de ter reparado.
Tal circunstância deriva do facto de ser essa a minha forma de lidar com as ameaças veladas – algumas mais declaradas qualquer coisinha – sem reponder na mesma linguagem, sendo certo que talvez venha também deste meu feitio que me permite conseguir dar uma gargalhada no meio da adversidade.
Formas de estar, portanto.
Em relação à causa que nos move, esta apenas se justifica pelo ruído que a dita fanfarra faz, a par do ambiente de degradação que promove.
Se é da área ou a conhece minimamente, especialmente durante a noite, estará decerto consciente das consequências nefastas proporcionadas pela existência desta colectividade.
E se não o é, aceito que possa considerar exageradas algumas situações descritas. Mas nada como ver as coisas no local – embora, desde que este blogue foi posto em marcha e a petição entregue às instãncias devidas, a fanfarra tenha optado pelo “low profile”, sabendo que as pessoas e instituições estão de olho na colectividade.
Convém também esclarecer a minha opinião acerca das colectividades e agremiações deste género. Não tenho nada contra a sua existência, desde que esta cumpra os mais básicos preceitos da convivência em sociedade.
A colectividade em causa tem um terreno cedido pela Junta de Freguesia num outro local, mais adequado. Simplesmente não sai porque, no seu entender, o local que ocupa pertence-lhe, o que não corresponde, de forma alguma, à realidade.
Fala-se da exigência de contrapartidas em dinheiro, coisa que não cabe na cabeça de ninguém, a não ser compreendendo as motivações de quem explora a dita fanfarra, o seu bar e donativos, etc., pessoa que, por sinal, já apareceu neste blogue e que nunca se dignou comentar esta situação, optando pelo mais fácil escárnio e ameaça.
Assim, e apesar de duvidar da qualidade da representação da nossa freguesia pela fanfarra da alameda – só ouvindo! – concedo que a sua existência deve ser mantida. Mas noutro local.
Espero tê-lo esclarecido acerca destes pequenos embróglios. Irei publicar a sua e a minha reacção em post separado.
Muito grato,
volte sempre.