Coisas Que Nos Fazem Felizes II

Outra coisa que nos provoca muito contentamento é o facto de o caso estar já nas bancas dos jornais, pelas mão de Manuel Vitorino, jornalista do Jornal de Notícias, que tomou nas mãos a carta da petição e a sua apresentação na Assembleia Municipal, resolvendo fazer reportagem no local.

É bonito constatar que a reportagem tenha resultado em meia página, com fotografia do antro a atestar um dos atentados que esta fanfarra faz ao ambiente, desde logo à arquitectura do lugar.

Fica o texto publicado na Internet (nesta altura com 669 leituras e 15 impressões do artigo) e que consta na edição impressa desta data, na página 26:

Vizinhos não pregam olho com “karaoke” da fanfarra

Abaixo-assinado já foi entregue à Câmara, Junta e MAI

MANUEL VITORINO

As noites de “karaoke” estão a causar protestos aos moradores da Alameda de S. João, em Oliveira do Douro. “É uma berraria”, dizem. Como a lei do ruído “não está a ser cumprida”, a Junta irá, esta quarta-feira, debater o problema.

A “sinfonia desconcertante” acontece todos os fins-de-semana no Largo da Alameda de S. João, nas traseiras do Parque da Lavandeira, em Oliveira do Douro, Gaia. Diz quem lá vive que as “festas” estão a tirar o sono e a provocar intranquilidade. “É uma pouca-vergonha. Tenho o marido doente e os responsáveis das festas não guardam respeito por ninguém. Se pedimos para baixar o ruído, insultam-nos”, alegou uma idosa, que evita dar a cara “para evitar represálias dos senhores da Associação Cultural e Recreativa Fanfarra da Alameda de S. João”.

As conversas junto ao pulmão verde de Gaia estão em sintonia: “A PSP já cá veio várias vezes, mas depois de pedir a licença alegam não poder fazer nada. E os moradores não têm o direito ao silêncio, à tranquilidade, ao bem-estar?”, pergunta, em jeito de revolta, um dos subscritores do abaixo-assinado já entregue à Câmara de Gaia, Junta de Freguesia de Oliveira do Douro e Ministério da Administração Interna. No documento, afirma-se que a música dura até de madrugada e, como tal, não permite o descanso de quem aqui ali vive e trabalha. “As festas são acompanhadas por música ininterrupta, karaoke e altos berros transmitidos por um potente sistema de som que, por vezes, faz estremecer as janelas das habitações mais próximas”.

A pauta dos protestos teve, porém, outra leitura por parte da associação: “É tudo mentira. O abaixo-assinado não tem razão de existir. Estão a dar má-fama à colectividade. Não sei por que estão a fazer isso”, disse, ao JN, Paulo Gonçalves, presidente da direcção da Associação Cultural e Recreativa Fanfarra da Alameda de S. João.

Quanto ao barulho causado pelas “festas” em noites de fim-de-semana, Paulo Gonçalves insistiu que o som debitado pela aparelhagem “não prejudica os moradores. A PSP já foi várias vezes à nossa sede e não encontrou nada de especial”, diz, numa alusão ao facto de alguns residentes insinuarem a existência de “cenas pouco dignas” provocadas pelo excesso de álcool. “Nas noites de karaoke não há misturas, nem droga nem sexo. A gente tem muito cuidado com a música “, concluiu.

2 Comments

  1. 1
    oladoescurodegaia Says:

    “Nas noites de karaoke não há misturas, nem droga nem sexo.”
    Lá está o sexo outra vez… mas alguém fala de sexo no raio da carta?
    Coisas freudianas…

  2. 2
    Morador Travessa Says:

    Como moradora da Travessa Conde Silva Monteiro, tenho seguido com interesse a pouca vergonha que a actual “direcção” da Fanfarra, tem provocado, a pretexto das sessões de karaoke. Apesar do ruído chegar a minha casa com menos intensidade, imagino o que têm suportado aqueles que moram mais perto. Não assinei o abaixo-assinado, mas, tê-lo-ia feito se tivesse tido conhecimento da sua existência atempadamente. Fiquei mais elucidada sobre a situação quando li o artigo publicado no Jornal de Noticias de 7/10/2008. Então sr. “presidente”, o que se passa é tudo mentira? Têm muito cuidado com a música? Que não era homem já eu me tinha apercebido, mas, prepotente, aldrabão e mentiroso são termos que lhe assentam também perfeitamente. Tinha mostrado alguma dignidade se assumisse o que faz e pedisse desculpa aos moradores. Mas isso é “areia a mais para a sua camioneta”.
    Os fins-de-semana têm sido mais calmos, mas, nós moradores também não iremos tolerar o chamado karaoke de gritos e guinchos aos domingos de tarde. Iremos com certeza, começar por alertar as autoridades competentes para esta situação.
    Não me identifico por razões óbvias.


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